Desperto naturalmente, sem alarme. Ao abrir os olhos, dou aquela esticada na cama e pego meu celular para olhar as horas: são 7 horas da manhã de uma sexta-feira do mês de maio do ano de 2026.

Pego a Bíblia, leio um versículo, dobro os joelhos no chão e agradeço a Deus pela oportunidade de estar vivo por mais um dia, e me dirijo ao banheiro. Cara lavada, corpo semidesperto, é só jogar aquele café sem açúcar para dentro e, aí sim, estarei pronto para começar o dia.

Antes de colocar o café na caneca, já vou ligando o computador e deixando a aba do YouTube aberta — essa é a beleza do mundo moderno.

Quando retorno com o café em mãos e aquele pão com margarina, que é de lei em todos os lares brasileiros (pelo menos na grande maioria), deparo-me com a primeira sugestão de vídeo.

É um jogo entre Adelaide x Auckland, pelo campeonato australiano, exibido pelo Canal Gol BR.

Sem pensar muito, clico e começo a assistir ao jogo. A narração está ótima, os comentários também, a imagem é excelente. O jogo já está em andamento e, aos 43 minutos do primeiro tempo, o jogador Jake Girdwood-Reich, do Auckland FC, marca um gol de cabeça.

Preciso voltar ao trabalho, então não vi o jogo por inteiro, mas, em uma breve pesquisa posterior, vi que o jogo terminou Auckland FC 3 x 0 Adelaide United.

Se você nasceu na década de 90, sabe que isso seria inimaginável: ter acesso a qualquer jogo de futebol, em qualquer lugar do mundo, a qualquer hora.

Mas a pergunta que veio à minha cabeça é: será que estamos aproveitando?

Fiquei por um tempo pensando nisso. Hoje, qualquer fã de futebol está muito bem servido: temos acesso a jogos completos, análises, estatísticas, comentários, acesso direto de dentro dos clubes, documentários etc.

Se você ainda não fez isso, pare por um momento e reflita sobre isso. E quer uma dica melhor ainda? Além do futebol, olhe para tudo o que você tem. Você já agradeceu por isso?

Alexandre Borgoni